Re:Obtenção de energia pelas plantas: fotossíntese e quimiossíntese
Carmo Barreto
02-07-2012
Não me parece correto dizer que as plantas “realizam fotossíntese de dia e quimiossíntese à noite”. Na realidade, a fotossíntese inclui (1) um conjunto de reações a que chamamos “fase luminosa”, em que a energia solar é usada para formar moléculas “energéticas” como o ATP e o NADPH, e (2) uma “fase escura” ou “ciclo de Calvin”, em que a energia química dessas moléculas é usada para sintetizar glucose a partir do CO2 atmosférico. Essa “fase escura” ocorre durante o dia, em simultâneo com a “fase luminosa”, porque vai gastando o ATP e o NADPH à medida que estes se formam. O que ocorre durante a noite é outra coisa: é a respiração mitocondrial, que é muito semelhante à que ocorre nas nossas células, e que gasta oxigénio e nutrientes, como a glucose, para obter ATP utilizado pelas células para diversas finalidades (a respiração também existe nas plantas durante o dia; simplesmente é menos significativa, porque ocorre em simultâneo com a fotossíntese).
A germinação das plantas a partir da semente não precisa de luz; a planta usa as reservas de nutrientes que foram armazenadas na semente para formar o caule e as primeiras folhas. Mas o facto de as plantas necessitarem da luz para fabricar as suas moléculas levou a que dependam da luz para desencadear o crescimento e diversos outros processos, de maneira que a partir de certa altura, mesmo que lhes seja fornecida glucose, acabam por morrer. Mas encontrei uma indicação de que já houve cientistas no “Karlsruhe Institute of Technology (KIT)” que conseguiram “enganar” as plantas, dando-lhes um composto chamado “15Ea-phycocyanobilin” que as faz reagir como se estivessem expostas à luz, e assim conseguir crescer no escuro, desde que lhes forneçam nutrientes, porque sem luz elas não conseguem sintetizá-los:
http://www.sciencedaily.com/releases/2012/05/120516093154.htm
A germinação das plantas a partir da semente não precisa de luz; a planta usa as reservas de nutrientes que foram armazenadas na semente para formar o caule e as primeiras folhas. Mas o facto de as plantas necessitarem da luz para fabricar as suas moléculas levou a que dependam da luz para desencadear o crescimento e diversos outros processos, de maneira que a partir de certa altura, mesmo que lhes seja fornecida glucose, acabam por morrer. Mas encontrei uma indicação de que já houve cientistas no “Karlsruhe Institute of Technology (KIT)” que conseguiram “enganar” as plantas, dando-lhes um composto chamado “15Ea-phycocyanobilin” que as faz reagir como se estivessem expostas à luz, e assim conseguir crescer no escuro, desde que lhes forneçam nutrientes, porque sem luz elas não conseguem sintetizá-los:
http://www.sciencedaily.com/releases/2012/05/120516093154.htm