Re:Obtenção de energia pelas plantas: fotossíntese e quimiossíntese

João Daniel Arrabaça 26-06-2012
A fotossíntese como o própio nome indica é uma síntese (de glícídos) à luz. Assim é errado considerar uma fase escura da fotossíntese. Todo o processo fotossintético se dá à luz tanto as chamadas reacções ditas fotoquímicas (formação de ATP e NADPH+H+, na membrana do tilacóide) como as reacções químicas (produção de glícidos no ciclo de Calvin, que ocorre no estroma do cloroplasto, utilizando a energia e poder redutor produzidos nas reacções fotoquímicas). Para que o ciclo de Calvin funcione é necessário que a planta esteja à luz , pois vários enzimas do ciclo são activados pela luz, não só o enzima responsável pela fixação do dióxido de carbono atmosférico (ribulose-1,5-bisfosfato carboxilase/oxigenase, RUBISCO), como outros envolvidos na sintese dos glicidos. As moleculas de triose-P produzidas, neste ciclo, levam à sintese de amido no estroma do cloroplasto ou atravessam a membrana do cloroplasto e permitem a sintese de sacarose no citosol. Ambos os processos necessitam de luz. Talvez se lembre de uma experiência em que o iodo reage com o amido da folha e aparece uma cor violácea. “ISTO SÒ ACONTECE SE A FOLHA ESTIVER À LUZ”. Se a folha estiver às escuras durante umas horas, o amido é metabolizado e não há reacção com o iodo.
O ATP formado nos cloroplastos é basicamente todo utilizado no processo fotossintético. A maior parte do ATP celular provém da oxidação dos glúcidos (produzidos na fotossíntese) pela respiração (fosforilação oxidativa), que se dá permanentemente, quer à luz, quer às escuras, em praticamente todas as células das plantas.

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