Re:Pseudociência

João Calafate e António Alberto Silva 08-06-2012
Olá Pedro,

não deves preocupar-te com algumas profecias que de vez em quando andam por aí.
Se estás a pensar no “mundo todo”, em tudo o que existe, acho que ninguém sabe responder. Nem sabemos bem o que é esse “mundo”!
Mas deves estar a pensar no “nosso mundo”, no planeta Terra. Quanto a isso, sabe-se que ela deixará um dia de ser como é agora. Será tão diferente que até se pode dizer que vai “acabar”.

Posso dizer-te, baseado no que os cientistas já estudaram, que daqui a aproximadamente 4 mil milhões de anos o nosso Sol vai dilatar imenso e se tornará numa gigante vermelha. Os astrónomos e astrofísicos pensam que a Terra será "apanhada" por esta gigante vermelha, mas não sabem ao certo o que acontecerá ao nosso planeta. O planeta pode deixar de existir ou não. Mas ficará muito diferente. E nele a vida, tal como existe agora, deixará de existir. Mas quatro mil milhões de anos é muito, muito tempo. Tempo a mais para nos preocuparmos com isso.
Mas outras coisas se passarão no universo. Que está em constante evolução. Um dia a galáxia Andrómeda, nossa “vizinha”, colidirá com a nossa, a Via Láctea. As duas estão a aproximar-se. Mas falta muito muito tempo para isso. Talvez isso só aconteça depois do nosso Sol explodir e ficar gigante vermelha. Além disso, haver uma colisão de galáxias não significa que as partes delas colidam umas com as outras, pois numa galáxia a maior parte do espaço é vazio (vácuo).
Claro que entretanto não estamos a salvo de que algum asteroide enorme embata com o nosso planeta e nos cause problemas imensos, como aconteceu aquando da extinção dos Dinossauros (pensa-se que assim foi). A NASA tem vindo a monitorizar os mais perigosos destes corpos celestes e estou em crer que num futuro próximo disporemos de tecnologia para evitar que uma catástrofe destas possa acontecer, ou porque desviaremos a rota do asteroide ou porque o explodimos/dividimos em fragmentos mais pequenos. Mas mesmo que esta catástrofe natural aconteça o mundo não acabava, nós e a maioria das outras espécies é que podemos findar.

Espero ter ajudado, acrescentando algumas curiosidades científicas às respostas anteriores!

Cumprimentos,
o editor.

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