Re:Biologia/Zoologia
Alexandra Nobre
12-05-2012
Olá, então cá vai.
De um modo geral, qualquer instrumento/objecto desenhado para uma dada função não constitui a solução ideal para todas as situações que implicam essa mesma função. Por exemplo, uma faca serve para cortar. Mas uma faca de pão não terá grande préstimo como faca de mato ou como faca para barrar um pão com manteiga.
Do mesmo modo, também um olho serve para ver mas a acuidade visual (capacidade de distinguir pormenores) do olho de uma águia é completamente diferente da do olho de um polvo ou do próprio homem. E a capacidade de ver sob condições de baixa informação luminosa das corujas e mochos suplanta, aos pontos, a das aves diurnas.
Não é possível ser excelente em todas as situações daí que a solução passe por encontrar o melhor compromisso forma/função para cada situação particular.
No caso dos gatos, eles sacrificaram a capacidade de ver pormenores e cores pela possibilidade de perceber movimentos rápidos e de ver sob condições pouco iluminadas. Atenção que os gatos conseguem ver cores e nem sequer são daltónicos (por exemplo vêem bem tons de azul e verde mas não vermelho). Não distinguem é uma paleta de cores tão alargada como a nossa nem em tons tão vibrantes.
Quanto à visão nocturna, pois, aí batem-nos aos pontos. De um modo muito simplista, a luz acontece por que existem uns "pacotes" de energia (fotões) que se propagam com um comportamento ondulatório (associado a uma determinada frequência e comprimento de onda). Á noite a quantidade de fotões é muito baixa e daí que não consigamos ver muito bem. Para que possamos ver, o olho tem que absorver fotões que vão estimular a retina. O olho do gato possui um dispositivo especializado (uma membrana denominada "tapetum lucidum") que serve como um espelho reflectindo de novo para a retina, os fotões que não foram captados à primeira (e é por isto que os olhos dos gatos brilham assim no escuro). A retina tem uma segunda hipótese de não deixar escapar fotões e por isso os gatos vêem cerca de 6 vezes melhor do que nós à noite (que é o mesmo que dizer que necessitam de seis vezes menos luz para ver). Em contrapartida, durante o dia, sob luz intensa, os gatos vêem muito pior.
A curiosidade está satisfeita, Catarina?
De um modo geral, qualquer instrumento/objecto desenhado para uma dada função não constitui a solução ideal para todas as situações que implicam essa mesma função. Por exemplo, uma faca serve para cortar. Mas uma faca de pão não terá grande préstimo como faca de mato ou como faca para barrar um pão com manteiga.
Do mesmo modo, também um olho serve para ver mas a acuidade visual (capacidade de distinguir pormenores) do olho de uma águia é completamente diferente da do olho de um polvo ou do próprio homem. E a capacidade de ver sob condições de baixa informação luminosa das corujas e mochos suplanta, aos pontos, a das aves diurnas.
Não é possível ser excelente em todas as situações daí que a solução passe por encontrar o melhor compromisso forma/função para cada situação particular.
No caso dos gatos, eles sacrificaram a capacidade de ver pormenores e cores pela possibilidade de perceber movimentos rápidos e de ver sob condições pouco iluminadas. Atenção que os gatos conseguem ver cores e nem sequer são daltónicos (por exemplo vêem bem tons de azul e verde mas não vermelho). Não distinguem é uma paleta de cores tão alargada como a nossa nem em tons tão vibrantes.
Quanto à visão nocturna, pois, aí batem-nos aos pontos. De um modo muito simplista, a luz acontece por que existem uns "pacotes" de energia (fotões) que se propagam com um comportamento ondulatório (associado a uma determinada frequência e comprimento de onda). Á noite a quantidade de fotões é muito baixa e daí que não consigamos ver muito bem. Para que possamos ver, o olho tem que absorver fotões que vão estimular a retina. O olho do gato possui um dispositivo especializado (uma membrana denominada "tapetum lucidum") que serve como um espelho reflectindo de novo para a retina, os fotões que não foram captados à primeira (e é por isto que os olhos dos gatos brilham assim no escuro). A retina tem uma segunda hipótese de não deixar escapar fotões e por isso os gatos vêem cerca de 6 vezes melhor do que nós à noite (que é o mesmo que dizer que necessitam de seis vezes menos luz para ver). Em contrapartida, durante o dia, sob luz intensa, os gatos vêem muito pior.
A curiosidade está satisfeita, Catarina?