Re:Física

José Gonçalves 28-12-2011
As nuvens de chuva, em geral, estão eletrizadas.
A eletrização das nuvens ocorre, basicamente, por duas razões: devido às colisões das partículas de gelo acumuladas em seu interior, ou pela diferença de condutividade elétrica do gelo ocasionada pela variação de temperatura no interior da nuvem. Em qualquer desses processos, as partículas de gelo perdem elétrons e se transformam em iões. Isso torna a nuvem eletricamente carregada. A eletrização das nuvens de chuva torna possível a ocorrência de descargas elétricas entre duas nuvens eletrizadas ou entre as nuvens e a terra. Essas descargas elétricas entre nuvens carregadas ou entre as nuvens e a terra são chamadas de raios. Os raios costumam ocorrer acompanhados de relâmpagos, que são emissões de luz visível devido à ionização das moléculas do ar que estão entre a superfície e a nuvem no momento da descarga elétrica. O relâmpago torna visível a descarga elétrica, cuja trajetória irregular é ramificada, e com altura, muitas vezes, de muitos quilômetros de distância até a terra. Além dos relâmpagos, os trovões ocorrem juntamente com os raios. Trovões são ondas sonoras de grande intensidade provocadas por um aumento de pressão das moléculas do ar. Esse aumento de pressão se deve à rápida expansão dos gases presentes no ar, causada pelo grande aquecimento ocasionado por uma descarga elétrica. Estas descargas elétricas são favorecidas quando as nuvens estão próximas a superfícies pontiagudas ou quando se está em lugares mais altos, próximos a nuvens. A explicação para a maior incidência de raios em superfícies pontiagudas deve-se ao chamado poder das pontas, fenômeno no qual se percebe maior acumulação de cargas elétricas nas extremidades pontiagudas dos objetos. Se o material for um bom condutor, como o caso do Ferro, a viagem desse raio por esse material, será muito mais provável.

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