Re:Biologia/Neurociências
Ana Rodrigues
05-12-2011
Segundo alguns investigadores, o espaço para armazenar dados no cérebro humano é ilimitado, ou deverei antes dizer: imensurável. Outros falam que somos capazes de guardar terabytes de informação... Na minha opinião, de uma forma muito simples, não conseguimos determinar com exactidão a quantidade de informação que o nosso cérebro armazena muito em parte pela “subjectividade” que as nossas memorias têm.
Apesar disto, é importante distinguir entre os vários tipos de memória. A memória de trabalho, ou de curta duração, pode decair em aproximadamente 15 segundos e permite guardar cerca de 7 informações distintas (+-2). Claro que esta memoria pode durar um pouco mais como minutos ou horas. Esta memoria permite decorar moradas ou números de telefone por exemplo num curto espaço de tempo.
A memoria de longo prazo, isto é, aquela que perdura, também pode ser dividida em memoria explicita – como por exemplo “decorar” o aniversário da namorada e o 11 de Setembro; e a memoria implícita que é responsável pelas tarefas automáticas aprendidas como a leitura, apertar os cordões ou a condução.
Várias áreas do cérebro trabalham em conjunto para a percepção e armazenamento das nossas memorias, e possuímos triliões de conexões nervosas, daí a dificuldade de conseguir “medir” a quantidade de informação que conseguimos armazenar.
Simplificando a resposta (porque é difícil de responder), teoricamente, não conseguimos esgotar a nossa capacidade de armazenamento, mesmo se passarmos todos os dias da nossa vida a estudar (e não só a ler). Mas na verdade vamo-nos “esquecendo” de alguns detalhes desse estudo... No entanto, se contextualizarmos esses detalhes, isto é, se os associarmos a alguma pista visual por exemplo, conseguimos relembrá-los melhor perante essa mesma pista, o que indica que essa informação não foi esquecida, simplesmente parece estar noutra “gaveta” do nosso armazenamento.
Confuso? Pois... é mesmo assim... o nosso cérebro é, e vai continuar a ser, um mistério por muitos, muitos anos... e é essa a razão pela qual é maravilhoso estudá-lo!
Apesar disto, é importante distinguir entre os vários tipos de memória. A memória de trabalho, ou de curta duração, pode decair em aproximadamente 15 segundos e permite guardar cerca de 7 informações distintas (+-2). Claro que esta memoria pode durar um pouco mais como minutos ou horas. Esta memoria permite decorar moradas ou números de telefone por exemplo num curto espaço de tempo.
A memoria de longo prazo, isto é, aquela que perdura, também pode ser dividida em memoria explicita – como por exemplo “decorar” o aniversário da namorada e o 11 de Setembro; e a memoria implícita que é responsável pelas tarefas automáticas aprendidas como a leitura, apertar os cordões ou a condução.
Várias áreas do cérebro trabalham em conjunto para a percepção e armazenamento das nossas memorias, e possuímos triliões de conexões nervosas, daí a dificuldade de conseguir “medir” a quantidade de informação que conseguimos armazenar.
Simplificando a resposta (porque é difícil de responder), teoricamente, não conseguimos esgotar a nossa capacidade de armazenamento, mesmo se passarmos todos os dias da nossa vida a estudar (e não só a ler). Mas na verdade vamo-nos “esquecendo” de alguns detalhes desse estudo... No entanto, se contextualizarmos esses detalhes, isto é, se os associarmos a alguma pista visual por exemplo, conseguimos relembrá-los melhor perante essa mesma pista, o que indica que essa informação não foi esquecida, simplesmente parece estar noutra “gaveta” do nosso armazenamento.
Confuso? Pois... é mesmo assim... o nosso cérebro é, e vai continuar a ser, um mistério por muitos, muitos anos... e é essa a razão pela qual é maravilhoso estudá-lo!